PERSEGUIDOS POR CAUSA DE CRISTO?


Os cristãos foram perseguidos pelos incrédulos e zombadores desde o primeiro momento em que começaram a dizer ao povo de sua época que Jesus de Nazaré, que havia sido rejeitado e morto pelos judeus, era, na verdade, o Filho de Deus. Sua morte na cruz era o único meio pelo qual Deus estava disposto a perdoar os pecados e conceder a vida eterna, tanto a judeus quanto a não-judeus. Basta uma leitura, ainda que rápida, pelo livro dos Atos dos Apóstolos e este fato ficará claro: a mensagem da cruz anunciada pelos primeiros cristãos, embora aceita por milhares na época, provocava reações violentas tanto em judeus quanto gregos. Para os primeiros, era escândalo, para os últimos, loucura (1 Co 1.23).

Era de se esperar que os cristãos, perseguidos e odiados, caluniados e objeto de escárnio e zombaria, se sentissem tentados a reagir, retrucar, e a desenvolver um espírito de vitimização. Ou seja, a sentir pena deles mesmos e cultivar um espírito de justiça própria por estarem sendo alvo de perseguição da parte do mundo. Todavia, os apóstolos, os primeiros líderes e pastores daquela geração, logo perceberam o perigo de que a perseguição empurrasse os discípulos para uma atitude de reação ou vitimização. Assim, orientaram-nos a encarar a zombaria, a calúnia, a perseguição, a prisão e mesmo o martírio da forma correta, tendo sempre a Jesus Cristo como exemplo de mansidão e amor pelos inimigos.

Uma coisa em particular preocupava os apóstolos: a causa da perseguição. Era fácil um cristão pensar que toda e qualquer zombaria que ele sofresse era pelo fato dele ser crente em Jesus Cristo. Todavia, nem toda perseguição que os cristãos sofriam era por causa da cruz, por causa de Cristo, por causa da verdade.

O apóstolo Pedro exortou os cristãos a terem vida exemplar no meio do povo, para que ficasse claro que as coisas ruins que falavam contra eles não tinham fundamento (1 Pe 2.11-12). Se eles tivessem que sofrer, que fosse porque faziam o bem e não o mal: que glória havia em ser esbofeteado por ter feito o mal? (1 Pe 2.20-21). Eles seriam bem-aventurados se fossem esbofeteados por praticarem a justiça de Deus (1 Pe 3.13-14). Pedro diz ainda: “se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal” (1 Pe 3.17). E acrescenta:

“Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem- aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus. Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem; mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome” (1 Pe 4.15-16).

Nem toda zombaria e deboche que um cristão recebe dos incrédulos é por causa de sua fidelidade a Cristo. Se alguém que se diz cristão for desonesto, avarento, mentiroso, preguiçoso, imoral ou hipócrita, e vier a sofrer as consequências destes atos, este sofrimento não é por Cristo. Ele não está sofrendo por ser cristão, mas por ser estas coisas. Como qualquer outra pessoa.

O apóstolo Paulo disse na sua primeira carta aos cristãos da cidade de Corinto que a mensagem da cruz é loucura para os incrédulos (1 Co 1.18). Eles simplesmente não a entendem, se sentem ofendidos pela ideia da salvação mediante alguém que foi crucificado e acham ridícula a ideia de que o crucificado tenha depois ressuscitado de entre os mortos. E, naturalmente, zombam e persegue quem crê e ensina isto. Mas, na mesma carta, Paulo ensina aos crentes de Corinto a que tomem cuidado para não dar aos incrédulos outro motivo, além da cruz, para os chamarem de loucos. Ele orienta, por exemplo, os irmãos a evitar falarem todos em línguas ao mesmo tempo e sem interpretação nos cultos públicos: “Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?” (1 Co 14.23). Que nos chamem de loucos por causa da mensagem da cruz, mas não pela falta de sabedoria.

Infelizmente, muito do deboche e perseguição que os evangélicos experimentam hoje em nosso país não é por causa da pregação vigorosa, firme e clara da cruz de Cristo. Aliás, pouco se ouve dela, em meio aos decretos de prosperidade, promessas de vitória e pedidos de dinheiro. O que provoca a zombaria são práticas e costumes estranhos em nome do Espírito Santo, escândalos, ostentações de riquezas e busca descarada do dinheiro dos incautos em nome de Deus, e o engajamento infeliz de segmentos evangélicos numa guerra contra aqueles que deveriam ser objeto de nossa pregação sobre a cruz e não da nossa ira. Nem sempre os evangélicos sofrem no Brasil por serem cristãos sérios, firmes, verdadeiros e fiéis a Deus.

Até hoje a mídia secular não consegue ser justa e fazer a distinção entre evangélicos e evangélicos. Acaba sobrando para todos os que se identificam como crentes em Jesus Cristo. O caminho, me parece, não é rejeitar o título de “evangélico,” mas viver e pregar de tal forma que o único motivo da zombaria que nos sobrevier seja Cristo, e este crucificado.


DE VOLTA AO PRIMEIRO AMOR


“Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (2 Coríntios 5.14,15)

Olá pessoal, tudo bem? Bom, eu poderia falar sobre tantos assuntos que vieram de encontro aos meus pensamentos, e irei falar sobre cada um deles, se Deus quiser. Mas hoje eu vou falar sobre algo muito importante para todos nós cristãos: “o primeiro amor com Cristo”. Não existe um segundo amor, mas quando me refiro ao primeiro amor, me regiro à aquela paixão de quando você conhece a Jesus.

Sabe quando Jesus é tudo na sua vida? Quando você está completo? Cheio do Espírito Santo? Quando tudo que te importa é a presença de Deus? Sabe aquele primeiro amor, aquela paixão, aquele fogo ardente em seu coração?

Há quanto tempo você não sente isso? Há quanto tempo você não se derrama na presença do Senhor? Há quanto tempo você não chora, pede perdão, agradece, clama por sua presença, intercede pelas pessoas? Há quanto tempo Jesus deixou de ser a prioridade da sua vida, deixou de ser seu melhor amigo, seu conselheiro? Você tem clamado pela salvação das almas? Há quanto tempo você não ouve a voz do Senhor? Você tem tido experiências com Deus?

Jesus hoje nos convida para voltarmos ao primeiro e verdadeiro amor. Deus sente saudades de quando você se prostrava em sinceridade em Sua presença, quando você dizia – eis-me aqui Senhor. O Espírito Santo tem gemido por você, tem tocado em seu coração. Volte correndo para o primeiro amor. Busque esse amor. Seja cheio até transbordar da presença de Deus.

Não perca tempo, Jesus te espera de braços abertos, ansioso para lhe receber, assim como na parábola do Filho Pródigo, o Senhor está te esperando com festa.

Frieza, desanimo, maus exemplos, fraqueza, tentações , etc., tentaram apagar a luz do Senhor na sua vida, mas o Rei dos reis e Senhor dos senhores luta por você, pois Ele te ama e deseja que você fique firme e constante na Sua presença.

Mesmo sem forças para orar, ler a Bíblia, jejuar, mesmo distante de Deus, mesmo que você tenha se desviado, esforça-te para falar em sinceridade com Deus. Vista suas melhores roupas, passe seu melhor perfume, e sozinho em seu quarto, ore a Deus. Clame, grite, chame a atenção do Senhor, volte ao primeiro amor. Peça a Deus que lhe dê forças para buscar aquele sentimentos de quando você O Conheceu.

Ainda há tempo, pois você ainda respira, você acordou vivo. Deus lhe concede uma nova oportunidade para voltar a buscá-lo. Faça sua parte, tenha intimidade com Deus, seja amigo de Deus, peça os mesmos sentimentos de Cristo, o mesmo olhar de Deus.

Jesus não se esqueceu de você, só porque Ele está em silencio, não quer dizer que Ele não esteja trabalhando, mas Deus está agindo em teu favor, pois Ele ama você. E você, o ama? Então volte ao primeiro amor.

Deus não quer rituais, palavras cultas, nem inteligência, muito menos dinheiro, Deus quer sua obediência. Não deixe que as situações que você enfrenta nesse mundo te façam esfriar, nem perder do caminho do Senhor. Mas ore hoje mesmo, peça a Deus que lhe ajude voltar ao primeiro amor. Que você tenha aquela mesma alegria, aquele mesmo fogo ardente em seu coração. Que possamos todos voltar ao primeiro amor.

O QUE PLANTAR?

Tudo que você semear... Certamente colherá! Gálatas 6.7
Olá sonhadoras e sonhadores!
Para que um lavrador tenha uma boa colheita ele precisa ser cuidadoso, precisa plantar as sementes, protegê-las dos maus tempos, precisa regar, cuidar do solo e assim a esperança por uma boa colheita é muito mais garantida.
Em nossa vida não é diferente. Em todo tempo estamos plantando e colhendo aquilo que plantamos ao longo do caminho. Se você quer ter uma boa colheita, cheia de bons frutos vai precisar selecionar boas sementes e para que essas sementes produzam bons frutos é importante que estejamos ligados ao pai, pois a Bíblia diz que Jesus é a videira e nós somos os ramos, se permanecermos nele daremos bons frutos.
Mas quais são essas boas sementes que devo plantar?? A Bíblia nos fala quais são os frutos que devemos ter em nossas vidas então fica aqui a dica de boas sementes que podem ser semeadas com a garantia de um bom fruto.
1 - Plante sementes de amor

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2 - Plante sementes de alegria

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3 - Plante sementes de paz

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4 - Plante sementes de paciência

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5 - Plante sementes de bondade

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6 - Plante sementes de benevolência

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7 - Plante sementes de fidelidade


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8 - Plante sementes de mansidão


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9 - Plante sementes de domínio próprio



Lembre-se que você pode escolher o que vai plantar, mas a colheita será obrigatória!

Beijos!

POST E IMAGENS RETIRADOS DO BLOG: Vivendo os sonhos de Deus - Fabiola Keffer.

O PECADO NÃO É DAS ESTRELAS

Há poucas semanas chegou aos cinemas o filme “A Culpa é das Estrelas”, versão cinematográfica do livro homônimo de John Green. Este, por sua vez, é inspirado na história real de Esther Grace Earl, uma jovem que aos dezesseis anos foi derrotada por um câncer com o qual lutou bravamente. Esther ficou conhecida por publicar a sua história na internet. Seu relato foi divulgado por ela mesma no seu canal de YouTube, plataforma ideal para mostrar sua personalidade paradoxalmente otimista. Sua vida serviu de inspiração para muitos e eventualmente se tornou um livro, This start won’t go out (A Estrela que Nunca Vai se Apagar). Se quiser conhecer mais da história um tanto inspiradora de Esther, você pode conferir aqui.

Voltando ao livro que deu origem ao filme, este não conta a história de Esther, mas de Hazel, uma jovem que sofre de câncer – tal qual sua inspiração. Na história, ela conhece Augustus, um jovem que já teve câncer. A partir daí começa-se uma amizade que se torna uma história de amor fofinha e dramática. Não, eu não vi o filme nem li o livro. Mas, a julgar pelo trailer e os comentários vistos até aqui… e tendo assistido Um Amor para Recordar na minha juventude, posso apenas imaginar que alguém vai morrer e o cinema todo se debulhará em lágrimas por isso. (Não quero soar pessimista nem demasiadamente crítico do gênero, mas convenhamos que a fórmula já está um tanto batida e previsível.)

É pecado assistir esse filme?

Então… Qual é o problema de mais uma inocente história de amor dramática? Antes de mais nada, não sou contra o filme nem considero pecado assisti-lo (ou ler o livro). Não há nada de errado nesta forma de entretenimento em si. A história, até onde sei, é emocionante e “bonititinha” – obviamente projetada para arrancar suspiros e lágrimas do seu público alvo: adolescentes. E é justamente aí que mora o perigo velado desta obra: o público alvo. Mais uma vez, antes que me acusem de ser ranzinza, insensível ou o que seja, eu não acho errado ler o livro ou ver o filme. Se você viu o filme e achou lindo demais e se emocionou com esta obra de ficção, peço apenas que você a tenha pelo que ela é: uma obra de ficção.

Qual é a ameaça de uma história dessas? Há duas, até onde sei.

A primeira é um tanto óbvia e comum a praticamente qualquer filme ou livro do gênero: por mais “real” que seja, não se passa de um conto de fadas. Não tenho dúvidas de que milhares de meninas sairão do cinema sonhando com o seu próprio Augustus. Consideremos apenas o seguinte quanto a isso:

1.  O livro prega uma amor fictício que não tem compromisso com a realidade. O amor retratado não abordará tanto uma visão cristã de serviço no matrimônio quanto uma busca hedonista desenfreada. Afinal, como toda boa história de amor, mesmo sem ter visto o filme tenho uma forte suspeita de que o casal terminará na cama sem ter se casado.

2.  Essa abordagem de amor irreal constrói a imaginação do adolescente sem a devida instrução. É óbvio que muitos que verão este filme sabem que não é real. Mas é, infelizmente, igualmente óbvio que o filme tem o potencial para criar nos corações da sua audiência uma visão de amor que eventualmente será dolorosamente frustrada por não condizer com a vida real.

Até aí, não há novidades, creio eu. Há inúmeros grupos cristãos e líderes de juventude dedicados a instruir seus jovens a buscar o padrão bíblico para relacionamentos. Há, porém, outra ameaça mais velada que eu nunca havia percebido. Confesso que até pouco tempo, eu não dava a mínima para este filme por achar que era, como tantos outros, mais uma história de amor-conto-de-fadas-adolescente que vai se tornar um sucesso e motivo de suspiros e sonhos de tantos. Todavia, me deparei com um artigo do blog do autor Tim Challies abordando o livro (para conferir o artigo em inglês, acesse aqui). Confesso que fiquei curioso, pois ele costuma escrever sobre muitos assuntos mais sérios – desde discussões de cessacionismo x continuísmo e disciplina na igreja até conselhos bíblicos para a vida conjugal. E, por se tratar de um livro para adolescentes, achei que fosse “fora da alçada” dele. Acabei lendo o artigo e a análise que ele apresenta do livro é, para mim, preocupante.

Após ser procurado por seus filhos – que queriam ler o livro de Green –, como pai atencioso, Challies leu o livro antes de permitir que seus filhos o fizessem. Achei interessante a seguinte hipótese levantada: ele entendeu o apelo de livros como Crepúsculo, Harry Potter e tantos outros que são sucesso com a garotada. Neste, porém, custou a enxergar o apelo – fora o romance, obviamente. Mas, ele oferece a seguinte teoria:

Até onde consigo enxergar, Green não descreve adolescentes tal como realmente são, mas como eles gostariam de ser percebidos. Lembro que na minha adolescência eu queria ser levado a sério e acreditava que palavras grandes e pensamentos profundos me dariam uma espécie de legitimação que eu, na verdade, não tinha. E é isso que Green faz: ele cria personagens que falam como, bem, homens de meia idade – personagens que tem um pano de fundo filosófico, uma expressão verbal e um vocabulário de alguém bem mais velho que elas.

Ok, trata-se de uma ficção, então o autor obviamente não tem compromisso com a realidade. Mas o perigo de um livro desses é o, novamente, o seu público alvo. Querendo ou não, quando pegamos um livro ou um filme para ver, a história discutirá – por mais fictícia que seja – algum aspecto com o qual podemos nos identificar. Posso ler Alice no País das Maravilhas, e de alguma forma encontrar algum valor ou conteúdo ali que trarei para a minha vida. (Óbvio que não vou começar a beber chá de cogumelo e usar chapéus loucos.) Mas a ficção apela para nós por duas razões: primeiro, pelo escapismo da realidade, uma vontade de fugir da nossa vida cotidiana; segundo, pois por meio dela conseguimos, de alguma forma, aprender a lidar com algo da nossa própria realidade com a qual nos identificamos, tal qual Frodo Baggins na sua luta contra o mal si mesmo na trilogia do Senhor dos Anéis.

O problema aqui, porém, é seguinte: o jovem que pegar este livro vai “se enxergar” na história. Ele vai olhar para as personagens que, em tese, tem a sua idade e em quem podem se espelhar. O problema é que Hazel e Augustus não são dois jovens de dezesseis anos de idade. São dois “adultos” adolescentes, pois são jovens descritos a partir da visão e experiência de vida do seu autor, John Green – que tem lá seus trinta e seis anos e formação acadêmica. Logo, eles têm a perspectiva de vida e a fala de alguém muito além da sua idade. Além disso, os adultos da história, particularmente os pais (segundo Challies) são descritos de maneira tola e superficial. Preste atenção neste universo criado por Green: jovens com experiência e sabedoria além da sua idade e adultos bobs que pouco entendem da vida. É óbvio que um jovem que lida com câncer ganha uma perspectiva diferente da vida, uma visão de mundo mais séria e grave (tal qual Ester Grace). Mas Hazel e Augustus não são reais. Eles não pensam como o jovem de dezesseis anos mediano. Aliás, o contrário é o mais importante: um jovem de dezesseis anos não tem a autonomia de pensamento nem a fala desses personagens. Mas ele gostaria de ter. O jovem quer “desafiar” seus pais e, por meio da sua (pouca) experiência de vida, “fazer e acontecer”.

Como é próprio da juventude, há uma série de idealizações e expectativas quanto à vida para serem supridas: sejam elas manifestações públicas infundadas (como vemos com o fenômeno de alguns Black blocks, por exemplo) até os desejos do coração, que levam uma jovem a brigar com seus pais e fugir de casa “em nome do amor”, que eles obviamente desconhecem. (A verdade é que, como diria o pai de um adolescente recentemente “puxado” da uma manifestação de Black blocks: “Volta para casa. Quando você tiver emprego e pagar suas próprias contas, aí você vai poder reivindicar seus diretos.”) Ou seja, ao deixar se levar por esta história, ao nos entregarmos ao seu enredo, nos expomos às possibilidade de sermos incitados a uma rebeldia contra a experiência e a autoridade constituídas por Deus sobre as nossas vidas.

Quantos jovens não deixam de lado toda sorte de razão “em nome do amor”? E pior, quantos jovens não desonram seus pais, mães, líderes, pastores, anciãos etc. em nome de algo que eles, supostamente, conhecem mais que suas autoridades? Em nome de uma suposta independência, somos incitados a nos rebelar contra toda e qualquer obediência a Deus, na figura de pais e mães e quaisquer outras autoridades em nossas vidas.

É pecado se entreter com história de amor? De maneira alguma. Não podemos, porém, nos deixar levar por enredos encantadores escritos por pecadores que não honram a Deus.

Se você ou alguém que você conhece quiser ler o livro ou ver o filme, não há problema em fazê-lo, contanto que você leve em conta o que está sendo pregado nessa história. Se o seu filho ou filha quiser assistir, tal como foi o caso de Challies, recomendo uma boa conversa antes e depois do filme para ter certeza que os filhos que Deus lhe confiou não sejam levados ao mal caminho. E, acima de tudo, que nunca nos esqueçamos das palavras de provérbios:

Meu filho, escute o que lhe digo; preste atenção às minhas palavras. Nunca as perca de vista; guarde-as no fundo do coração, pois são vida para quem as encontra e saúde para todo o seu ser. Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida(Pv. 4.20-23)

Andrew MacAllister

AFLIÇÃO

Imagem retirada do Humaniversidade

“No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo.” (João 16.33)

E pra piorar a situação, a palavra aflição ainda vem no plural...

Na verdade, não é exagero quando dizemos que se tudo anda às mil maravilhas é porque algo não está certo. É uma verdade inquestionável: Todo aquele que faz a vontade de Deus estará sujeito a inúmeras provações. Assim foi com os irmãos e irmãs que viveram e sofreram antes de nós e não será diferente conosco (Mt 5.12). Não há meios de se evitar o sofrimento aqui na terra, pelo menos não o sofrimento a que todo o cristão está sujeito, mas temos ferramentas tão eficazes e tão acessíveis que somos capazes de superá-lo e ainda sairmos melhores e mais fortes dele.

Quando o sofrimento vem, o impacto causado pela perda, pelo dano, pela dor, nos desnorteia e se descuidarmos todo o nosso foco estará voltado para ele. Não nos lembraremos do grande poder que tem o nosso Deus e naturalmente a nossa carne tende a forjar meios, às vezes até ilícitos, de se livrar rapidamente do problema. Mas o problema nem sempre pode ser resolvido rapidamente. Moisés teve que peregrinar com o povo de Deus por 40 anos no deserto. Tudo bem que o povo foi culpado por prolongar tanto este tempo, mas, devemos lembrar que dentre eles existiam inocentes como Josué e Calebe e que acabaram tendo que sofrer junto com  o povo por esse longo período.

No desespero, procuramos socorro às vezes em quem não pode ajudar e até pode nos causar ainda mais dor e sofrimento. É verdade o ditado que diz que muito ajuda quem não atrapalha, assim como o que diz que é melhor sozinho do que mal acompanhado. Lembre-se de buscar ajuda primeiramente Àquele que nunca te decepcionará. Lembre-se de Deus na sua aflição, pois ele não apenas te livrará dela no momento certo como também te livrará da destruição causada pelos supostos amigos que aparecem nessas horas. Não se deixe levar pelo desespero. Estar triste por uma perda ou dano, chorar e lamentar são coisas tão humanas quanto normais e compreensíveis para Deus. Porém, o desespero em meio à angústia demonstra falta de fé no Todo-Poderoso.

Lembre-se do que disse o Senhor Jesus: “Se até vocês que são vis sabeis dar boas coisas aos filhos de vocês, imagina se o vosso Pai que está nos céus não o fará por vocês”. Deus está vendo o teu sofrimento e espera que você saia dele não como soldado desertor e sim como um vitorioso que retorna feliz e mais forte. A vitória não está em vida pacata e vazia e sim no fim da luta, da guerra travada dia-a-dia contra o mal. O inferno é implacável e sagaz e o mundo está cada dia mais cruel. Estamos sujeitos a sofrimentos tanto físicos quanto psicológicos. Tanto espirituais quanto materiais. Mas não podemos nos esquecer que “Maior é O que está em nós do que o que está no mundo” (1 João 4.4). Sofrimento não derrota cristão genuíno. Seja firme e confiante em Deus e haja crendo que o sofrimento é sempre passageiro para aquele que serve ao Senhor.

Abraços!

A REVIRAVOLTA APOLOGÉTICA DA DISNEY!



Desde cedo (crianças) somos instigados a entrar na saga: "em busca do amor verdadeiro e da felicidade"! Saga que muitas vezes não é bem sucedida. Mais que isso, há ainda o ato, prova, do "amor verdadeiro" que geralmente (nos filmes Disney) é um beijo ou um ato heroico.  Os últimos dois filmes infantis que a Disney lançou me surpreendeu muito, afinal é ela quem coloca na nossa mente a busca do amor verdadeiro, o beijo de amor verdadeiro, as meninas super e os meninos super, o príncipe e a princesa, o conto de fadas.. 

A partir de suas estórias nós inciamos e desejamos entrar na na saga: "em busca do príncipe/princesa", "em busca do final feliz", "em busca do amor verdadeiro", e "em busca da prova do amor verdadeiro".

Porém observando o mundo, as pessoas e a vida, vemos que a cada dia estamos uma passo distante de tudo isso.

Como está a sociedade: com pequenos caos por toda parte! Como? Casais se separando, crianças traumatizadas, filhos que não crescem muito bem, pessoas desacreditas do amor e de Deus, relacionamentos instáveis, ter antes de ser, e por ai vai...  

Os últimos filmes da Disney (Frozen e Malévola) me surpreenderam muito, como já disse, pois mostram que o amor verdadeiro não é aquele (como antes era) entre homem e mulher e sim entre mãe-filho (a) e entre irmãos! 

Amor esse que tem diminuído a cada dia. Neah? 

Sinceramente fiquei feliz pela mensagem que a Disney passou desta vez, pois as pessoas estão preocupadas com a falta de amor entre a família, entre as pessoas desconhecidas, as pessoas não sabem mais amar nem cuidar uma das outras!

Mais sinceridade? Penso que Deus nos dá a família antes do príncipe/princesa e por isso saber amá-los e cuidá-los é essencial para sabermos amar e cuidar do príncipe/princesa.  Viver esperando amar alguém perfeito não deve ser nosso objetivo nem plano de vida, e sim amar aqueles que Deus colocou a nossa volta! 

E, sim, se o amor de Deus na Bíblia (AT) é comparado ao amor de mãe pra filho, e é maior que esse, creio que deveríamos prestar atenção nesse amor mãe-filho(a) para começarmos a ver Deus em nossas vidas, e aprender a amar as pessoas, os animais e aquilo que Deus nos dá.

VOCÊ TEM MEDO DA MORTE?

Este é um assunto em que muitos temem. A terrível e abominável morte! Rsrs’ não é pra tanto. A morte só é ruim para aqueles que não são servos de Deus. Quando olhamos para a morte, nós como seres humanos e falhos, sentimos temor, pois é uma passagem para um lugar que ainda não conhecemos, entretanto temos a confiança no Senhor em que será o começo de uma eternidade, de uma verdadeira vida.

Aquilo que antes nos separava de Deus, não separa mais. Sabemos que porque Cristo venceu por nós, podemos ficar tranquilos e podemos também ansiar por um dia estarmos com Deus.

“Tragada foi à morte pela vitória. Onde está,ó morte a tua vitória? Onde está, ó morte o teu aguilhão?”1 Co 15.54-55

Veja que belas palavras. “Onde está, ó morte, a tua vitória?” Não estamos mais aprisionados a este terrível fim. Cristo venceu por nós. A vida nos foi dada. A verdadeira vida começará depois que abandonarmos esta, passageira e atribulada.

Temos uma promessa de salvação, de morar uma eternidade ao lado do Senhor.  As mais belas palavras não poderiam expressar a tamanha benção que isso é. Nossa mente não consegue imaginar como serão as grandezas que nos vão ser reveladas.

A morte não é mais um motivo de tristeza, pois é o começo de nossa esperança. Como é bom poder estar com o Senhor. Suas promessas são eternas. Sua proteção e cuidado é eterno. Sua presença em nosso meio é eterna. Como ele é bom. E como nos ama! Que nos venhamos ter a plena confiança no Senhor e gratidão, por todo o que ele tem feito, e por tudo que ele ainda irá fazer!

“Disse-lhes Jesus: eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” Jo 11.25

VOCÊ TEM INTIMIDADE COM DEUS?

Imagem retirada de: Recados para você

“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós.” (Tiago 4.8 a).

Intimidade com Deus?

É o segredo para viver a vida em paz, mesmo em meio a guerras.

Diariamente ouvimos ou lemos algo sobre Deus. Temos a oportunidade de participar de cultos, podemos orar, louvar, etc.. Todos nós temos algum talento, seja ele na música, seja ele na Palavra, seja interceder, seja liderar, enfim, cada pessoa tem um dom (1 Coríntios 12). A questão é: você tem intimidade com Deus?

Acredito que intimidade com Deus é uma das mensagens mais interessantes para se falar para uma pessoa. Pois, do que adiante viver, comer, beber, trabalhar, ir à igreja, viajar, divertir, ter talentos, e milhares de coisas mais, se não temos intimidade com o Autor da vida?

No livro de Eclesiastes 1, Salomão, descreve que tudo é vaidade, e de fato, é verdade. Podemos ter tudo materialmente falando, mas ao mesmo tempo, podemos ser miseráveis espiritualmente. Do que adianta viver anos “dourados”, sabendo que um dia vamos morrer? Que sentido tem a vida, se é pra viver sem a presença de Deus? No que adianta depositar tudo em algo que é vão, sendo que com Deus, você estará na eternidade? Do que adianta buscar refúgio, e outros caminhos, sendo que O caminho da salvação é Jesus Cristo, a rocha inabalável, refúgio presente na hora da angústia?

Segundo o dicionário, o significado de intimidade é: Caráter do que é íntimo, secreto. Amizade íntima, relações íntimas: viver na intimidade de alguém. Na intimidade, entre íntimos; no recesso do seu lar... Ou seja, se nós quisermos viver uma vida completa, precisamos ir além de “ouvir falar” de Deus, precisamos conhecê-Lo, ter experiências com Ele, buscar a Sua presença e ter intimidade com Ele.

Ter intimidade com Deus faz toda a diferença na nossa vida. Quando se tem intimidade com Deus, sabemos ouvir Sua voz, Seus conselhos, Sua orientação. Optamos pelas melhores escolhas, temos discernimento, conhecemos os seus mistérios, temos um amigo fiel, um amigo perfeito que está ao nosso lado. Ter intimidade com Deus está além de ir à igreja. Ter intimidade com Deus é ser amigo íntimos de Deus, é confiar, é obedecer.

Sinceramente, se não é pra viver na presença de Deus, sob a sua orientação, não vale à pena viver, pois nós não sabemos o que acontecerá amanha, nem o que é melhor para nós. Mas com a intimidade, ouviremos a Sua voz e caminharemos sob sua orientação, estaremos tranquilos e seguros de que Deus está conosco. Viver em paz é viver com Deus, é ter intimidade com o Senhor, é confiar n’Ele.

Que nós possamos ir além do nosso relacionamento com Deus, que possamos ser amigos íntimos do Senhor e dia após dia estarmos mais perto d’Ele. Nada somos sem Jesus. Ele é o nosso maior valor. Precisamos d’Ele, então que nós possamos buscá-lo cada dia mais e mais para que possamos ser instrumentos em Suas mãos usados e moldados pelo Espírito Santo. Que possamos nos santificam, e melhorar a cada minuto. Que sejamos mais do que colegas de Deus, que nós sejamos amigos íntimos.

AMOR INCONDICIONAL DE CRISTO

Imagem: Voltemos ao evangelho
"O que me fascina em Jesus não é só a capacidade de ressuscitar os mortos,de curar os cegos ou os paralíticos, o que me fascina Nele é a sua capacidade e a coragem de dizer que Deus é Pai, um Pai que tem preferência pelos piores homens e mulheres deste mundo. Um Pai que ama os que não merecem ser amados, que abraça os que não merecem ser abraçados e que escolhe os que não merecem ser escolhidos. 

Um Pai que quebra as regras ao nos desconcertar com seu amor tão surpreendente, um Pai que não quer se ocupar com os erros que você cometeu até o dia de hoje. Porque o amor que Ele tem por você,é um amor cheio de futuro. Ele não está preso ao seu passado e a Ele não interessa o que você fez ou deixou de fazer de sua vida. A Ele o que importa é o que você ainda pode fazer."

O VERDADEIRO AMOR


Por John MacArthur

"Tudo o que você precisa é de amor", assim cantavam os Beatles. Se eles tivessem cantado sobre o amor de Deus, a frase revelaria uma certa verdade. Mas aquilo que a cultura popular diz ser amor, não se trata, na verdade, de um amor autêntico, é antes uma verdadeira fraude. Longe de ser "tudo o que precisa", é algo que deve evitar a todo o custo.

O apóstolo Paulo fala-nos sobre esse tema em Efésios 5.1-3. Ele escreveu: "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados. E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave. Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos".

A simples ordem do verso 2 ("E andai em amor, como também Cristo vos amou") resume toda a obrigação moral do cristão. No fundo, o amor de Deus é o único princípio que define completamente o dever do cristão, e este tipo de amor é exatamente "tudo o que você precisa". Romanos 13.8 diz, "porque quem ama aos outros cumpriu a lei". Os mandamentos resumem-se a estas palavras: "Amarás o próximo como a ti mesmo, já que o amor é o cumprimento da lei." Gálatas 5.14 ecoa a mesma verdade: "Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." Da mesma maneira Jesus ensinou que toda a lei e profetas dependem de dois princípios básicos sobre o amor – o primeiro e o segundo mandamentos (Mt 22.38-40). Em outras palavras: "e, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição." (Cl 3.14).

Quando o apóstolo Paulo nos diz para caminhar no amor, o contexto revela-se em aspectos positivos, pois ele fala-nos sobre sermos bons uns para os outros, misericordiosos e que nos perdoemos uns aos outros (Ef 4.32). O modelo de tal amor, mais centrado nos outros que em si próprio, é Cristo, que se entregou para nos salvar dos nossos pecados. "Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos." (João 15.13). E "amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros." (1 João 4.11).

Em outras palavras, o amor verdadeiro é sempre um sacrifício, uma entrega de nós mesmos, é misericordioso, compassivo, compreensivo, amável, generoso e paciente. Estas e muitas outras qualidades positivas e benignas (ver 1 Co. 13.4-8) são as que as Sagradas Escrituras associam ao amor divino.

Mas reparemos no lado negativo, também visto no contexto de Efésios 5. Aquele que ama os outros verdadeiramente, como Cristo nos ama, deve recusar todo o tipo de amor falso. O apóstolo Paulo nomeia algumas destas falsidades satânicas. Elas incluem a imoralidade, a impureza e a ganância. A passagem continua: "Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas antes, ações de graças. Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais seus companheiros." (Ef 5.4–7).

A imoralidade é, talvez, o substituto favorito do amor na nossa atual geração. O apóstolo Paulo usa o termo grego porneia, o qual significa todo o tipo de pecado sexual. A cultura popular tenta desesperadamente desvanecer a linha que separa o amor verdadeiro da paixão imoral. Mas tal imoralidade é uma perversão total do amor verdadeiro, porque procura a autogratificação em vez do bem aos outros. A impureza é outra perversão diabólica do amor. O apóstolo Paulo emprega aqui o termo akatharsia, o qual se refere a todo o tipo de imoralidade sexual e impureza. Especificamente, ele refere-se à sujidade, à impureza e à ganância, que são as características particulares do companheirismo com mal. Este tipo de companheirismo não tem nada a ver com o amor verdadeiro, e o apóstolo afirma claramente que não tem lugar para ele no caminho do cristão.

A ganância é outra corrupção do amor que tem origem no desejo narcisista de autogratificação. É exatamente o oposto do exemplo que Cristo deu quando "se entregou por nós" (v. 2). No verso 5, o apóstolo Paulo compara a ganância à idolatria. Também isto não tem lugar no caminho do cristão e, de acordo com o verso 5, a pessoa culpada de tal pecado "não tem herança no Reino de Cristo e de Deus."

E tais pecados, diz o apóstolo Paulo, "nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos." (v. 3). "Portanto, não sejais seus companheiros", ou seja, daqueles que praticam tais coisas, diz-nos o verso 7.

Em outras palavras, não demonstraremos amor verdadeiro a não ser que sejamos intolerantes com todas as perversões populares do amor.

Hoje em dia, a maioria das conversas sobre o amor ignora este princípio. "O amor" foi redefinido como uma ampla tolerância que ignora o pecado e que abraça o bem e o mal de igual forma. Mas isso não é amor, é apatia.

O amor de Deus não tem nada a ver com isso. Lembra-te que a mais suprema manifestação do amor de Deus é a Cruz, sinal que Cristo "vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave." (V. 2). A Sagrada Escritura explica o amor de Deus em termos de sacrifício, de arrependimento pelos pecados cometidos e de reconciliação: "Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados." (1 João 4.10). Em outras palavras, Cristo converteu-se em sacrifício para desviar a ira de um Deus ofendido. Longe de perdoar os nossos pecados com uma tolerância benigna, Deus deu o seu Filho como uma oferta pelo pecado para satisfazer a sua própria ira e justiça na salvação dos pecadores. Este é o coração do Evangelho. Deus manifesta o seu amor de uma forma que confirma a sua santidade, justiça e misericórdia sem compromisso. O amor verdadeiro "não folga com a injustiça, mas folga com a verdade." (1 Co 13.6). Este é o tipo de amor, no qual fomos chamados para caminhar. É um amor que primeiro é puro e depois, harmonioso.


ADORAÇÃO - COMENTÁRIO



Sempre ouvi dizer que adorar é diferente de louvar, e que louvar é diferente de cantar.

Mas é cantando que eu expresso a minha adoração. E é cantando que eu expresso meu louvor a Deus. Então qual a diferença se tudo é cantado!!!???

- Qual a diferença?
- Técnica, beleza, teoria!? 
- Não...!

Nas instruções que agora vou dar a vocês, eu não posso elogiá-los, pois as suas reuniões de adoração fazem mais mal do que bem. (1 Co 1.17)

- Reunião de adoração que faz mal? Como assim? 

Paulo quando escreve aos Corintos escreve "O hino do amor" (1 Co 13). 

- Porque? 

Porque a igreja de Corinto tinha tudo menos o amor, a essência do Evangelho já havia se perdido em meio a tantos dons, festas, discussões e problemas práticos. 

Tomemos adoração como cantar, tocar, e dançar. 

Adoração que faz mal é aquela que tem a intenção de se aparecer, criar diferenças, cutucar o outro, mandar indiretinha, e coisas do gênero. Essa adoração é mera cantoria ou instrumentos sendo tocados. 

Adoração que faz bem é aquela feita com amor, alegria. Quem canta e toca ministra algo na vida de quem o ouve.  Como ministrar se o que move eles a adorar não é o amor do Evangelho, não é amor pelo próximo (igreja e não igreja)?

Pense nisso: pra quem toca ou canta na igreja ou fora dela a teoria musical é a mesma! É o mesmo instrumento, as mesmas caixas e microfones, as mesmas notas, as mesmas melodias! É a mesma língua (português, por exemplo)! O que faz então a musica ser adoração e louvor a Deus? 

Creio que não é um óleo ungido, ou a marca de alguém evangélico, que faz uma música se tornar adoração. E sim o coração e a intenção da pessoa ao tocar, cantar, ou dançar!

Então, somos adoradores ou somos só cantores? Somos adoradores ou somos só músicos? 

O CONHECIMENTO DAS ESCRITURAS


O conhecimento das Escrituras.

Pela sua infinita graça e misericórdia, Deus optou por se revelar a nós de forma salvadora por meio das Escrituras Sagradas. Muitas são as demonstrações da divindade e existência de nosso Senhor. “Os céus proclamam a gloria de Deus” (Sl 19.1), porém através da revelação da natureza, não podemos ter um conhecimento da salvação de Deus través de seu filho Jesus Cristo. Através da Bíblia, enxergamos quem somos e quem Deus é. Contemplamos também e conhecemos as promessas do Senhor. Ela nos instrui, corrige, exorta e principalmente revela aquilo que mais necessitamos. Além de um dever de todo cristão, é também um grande privilégio poder ouvir Deus falando diretamente conosco através de seu Livro Sagrado. Nunca seremos merecedores, mas Ele nos salvou e planejou o meio para conhecermos este maravilhoso presente. É uma lástima ver que o único livro que contem palavras vindas de Deus é também o mais desvalorizado. Como conheceremos a Deus se não damos o devido valor a sua Palavra revelada? Deus já nos providenciou o meio. Devemos então nos esforçar e procurar apresentarmos a Deus “como obreiro que não tem que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15).

Muitas são as desculpas das pessoas por não possuírem o hábito da leitura bíblica. Porém o maior motivo para sermos leitores deste Livro, é o fato de ser uma ordem divina.

Vemos que praticamente em todas as residências ou estabelecimentos possuem um exemplar da Bíblia, não como um livro de leitura admirada e diária, mas como um simples objeto de enfeite. Não damos A Bíblia o seu devido valor. Para termos este maravilhoso Livro em mãos, homens de Deus morreram para conquistar este privilégio.

Devemos sempre fazer exegese das Escrituras, utilizando os meios e ferramentas que facilitam nossa interpretação bíblica, obtendo assim o maior de todos os conhecimentos. Há um grande perigo em distorcer o significado bíblico adaptando-o para aquilo que é do nosso próprio interesse.

A Bíblia possui uma mensagem básica e de fácil compreensão. Em meio a uma sociedade totalmente analfabeta do conteúdo bíblico, devemos a cada dia mais firmarmos nas Escrituras, procurando também um bom material para sermos auxiliados no estudo. Não é apenas frequentar o culto aos domingos. Isso também é importante, mas também deve-se ter um tempo devocional com o Senhor e permitir que ele fale ao nosso coração.

“Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” 2 T 3.16-17.

Síntese do Livro: O conhecimento das Escrituras.

R. C. Sproul.